O amor é lindo
Era uma vez um modelo e uma estudante de moda (hahaha, isso vai dar samba!). Eles se conheceram em Milão, logo em seguida, mudaram-se para os EUA. Alguns anos depois se casaram e tiveram um lindo menino americano chamado Sean Goldman. Isso ocorreu há 9 anos atrás.
A mentira
Por quatro anos, o menino viveu nos EUA com sua família. Certo dia, sua mãe embarcou com o filho no aeroporto para fazer uma curta temporada de férias no Brasil. Nunca mais voltaram para os EUA. Do Brasil, ela liga dizendo que o casamento acabou e que o pai só poderia ver o filho se desse para ela a guarda definitiva da criança. Na minha terra ela seria chamada de "vigarista" para baixo.
A justiça brasileira: o dinheiro comanda o batatal !
A mãe de Sean se casa novamente com João Paulo Lins e Silva, do clã Lins e Silva (eu jurava que ele era um McLoud). Uma família cheia de advogados, com muito dinheiro para agilizar a nossa lenta justiça. Ela fica grávida mas morre no parto. Seis dias após a morte da mãe, o "adevogado" pede a guarda do menino. A JUSTIÇA ATENDE O PEDIDO NO MESMO DIA (muita, mas muita grana pra conseguir isso). O pai biológico chega no Brasil, certo que vai levar seu filho de volta, e é apresentado a justiça brasileira (welcome to hell!).
A convenção de Haia
A convenção de Haia fala sobre sequestro do filho por um dos pais. Ela define que a criança seja devolvida ao país de origem imediatamente. Mas "imediatamente" é uma coisa que a justiça brasileira não sabe o que é, a não ser que haja amizade entre quem pede e quem manda (eu concordo que amizade é tudo nesta vida). Eu estava ouvindo a BandNews e soube que esse caso gerou um incidente diplomático Brasil x EUA, eu não sabia do caso completo, achei que os americanos estavam usando o poder deles para forçar uma decisão favorável. Pensei logo: - que americanos ridículos! Mas quem estava de sacanagem era a justiça brasileira. Era um sequestro internacional! O pai tentou ganhar na lenta justiça brasileira, mas a demora foi tanta e o número de recursos foi tamanho que ele entrou também na justiça americana. Ganhou lá, mas não levou pois o garoto estava no Brasil. Descobri também que o problema é muito maior que o que parece. Atualmente existem 66 crianças americanas sequestradas no Brasil violando a convenção de Haia.
É tão difícil assim para a justiça brasileira dar a guarda da criança para o pai biológico, já que a mãe morreu? Não existe nenhum mecanismo que trave o número de liminares, habeas corpus, processos e outros nomes bonitos que apenas dão empregos a advogados, juízes, promotores, desembargadores e outras entidades togadas? Eu vejo a justiça brasileira como um vespeiro que foi feito para quem possui dinheiro suficiente para comprar as sentenças.
O caso só foi favorável ao pai americano porque os EUA disseram que iam retaliar acabando com o programa de isenção tarifária as exportações brasileiras. A força da política destruiu a espada da justiça. Se não fosse por isso, tenho certeza absoluta que o garoto tinha ficado no Brasil. #BRAZIU
Você é a favor ou contra o garoto voltar com o pai para os EUA ?

Era uma vez um modelo e uma estudante de moda (hahaha, isso vai dar samba!). Eles se conheceram em Milão, logo em seguida, mudaram-se para os EUA. Alguns anos depois se casaram e tiveram um lindo menino americano chamado Sean Goldman. Isso ocorreu há 9 anos atrás.
A mentira
Por quatro anos, o menino viveu nos EUA com sua família. Certo dia, sua mãe embarcou com o filho no aeroporto para fazer uma curta temporada de férias no Brasil. Nunca mais voltaram para os EUA. Do Brasil, ela liga dizendo que o casamento acabou e que o pai só poderia ver o filho se desse para ela a guarda definitiva da criança. Na minha terra ela seria chamada de "vigarista" para baixo.
A justiça brasileira: o dinheiro comanda o batatal !
A mãe de Sean se casa novamente com João Paulo Lins e Silva, do clã Lins e Silva (eu jurava que ele era um McLoud). Uma família cheia de advogados, com muito dinheiro para agilizar a nossa lenta justiça. Ela fica grávida mas morre no parto. Seis dias após a morte da mãe, o "adevogado" pede a guarda do menino. A JUSTIÇA ATENDE O PEDIDO NO MESMO DIA (muita, mas muita grana pra conseguir isso). O pai biológico chega no Brasil, certo que vai levar seu filho de volta, e é apresentado a justiça brasileira (welcome to hell!).
A convenção de Haia
A convenção de Haia fala sobre sequestro do filho por um dos pais. Ela define que a criança seja devolvida ao país de origem imediatamente. Mas "imediatamente" é uma coisa que a justiça brasileira não sabe o que é, a não ser que haja amizade entre quem pede e quem manda (eu concordo que amizade é tudo nesta vida). Eu estava ouvindo a BandNews e soube que esse caso gerou um incidente diplomático Brasil x EUA, eu não sabia do caso completo, achei que os americanos estavam usando o poder deles para forçar uma decisão favorável. Pensei logo: - que americanos ridículos! Mas quem estava de sacanagem era a justiça brasileira. Era um sequestro internacional! O pai tentou ganhar na lenta justiça brasileira, mas a demora foi tanta e o número de recursos foi tamanho que ele entrou também na justiça americana. Ganhou lá, mas não levou pois o garoto estava no Brasil. Descobri também que o problema é muito maior que o que parece. Atualmente existem 66 crianças americanas sequestradas no Brasil violando a convenção de Haia.
É tão difícil assim para a justiça brasileira dar a guarda da criança para o pai biológico, já que a mãe morreu? Não existe nenhum mecanismo que trave o número de liminares, habeas corpus, processos e outros nomes bonitos que apenas dão empregos a advogados, juízes, promotores, desembargadores e outras entidades togadas? Eu vejo a justiça brasileira como um vespeiro que foi feito para quem possui dinheiro suficiente para comprar as sentenças.
O caso só foi favorável ao pai americano porque os EUA disseram que iam retaliar acabando com o programa de isenção tarifária as exportações brasileiras. A força da política destruiu a espada da justiça. Se não fosse por isso, tenho certeza absoluta que o garoto tinha ficado no Brasil. #BRAZIU
Você é a favor ou contra o garoto voltar com o pai para os EUA ?






